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O anjo na areia

Hoje vou contar uma história repleta de lindas lições.

Durante um ano, planejamos a viagem de férias para julho de 2011. Dez dias antes, malas já arrumadas, era só a expectativa. Iríamos em um domingo para voltar no sábado seguinte. Na quarta-feira anterior, as crianças teriam aula de natação. Essa época faz um pouco de frio em Brasília. Achei por bem não levá-los, vai que gripam? Aí, poderiam ter infecção de ouvido, febre, e a viagem estaria arruinada. Foram, então, para o parque de areia em frente ao nosso prédio.

Eu estava preocupada com uma gripe? Pois não é que minha filha despenca da casinha de madeira do parque e quebra a clavícula? Imagina quanta coisa não me passou pela cabeça? Como já ando bastante treinada, senti de tudo, menos culpa. O que fiz foi agradecer MUITO ao anjo da guarda dela. Podia ter caído de cabeça, podia ter sido mais grave. Se fosse na onda dos parques modernos, com essa insanidade de botar espuma em vez de areia, podia ter sido muito mais grave. Também pensei que o acidente pudesse ser providencial para evitar um outro pior durante a viagem.

No começo, resolvi ficar com ela em Brasília, enquanto meu marido viajaria com os outros dois. Quando ela chegou do pronto-socorro com um colete feito de gesso, para ficar por 30 dias, lembrei que hoje eles vendem imobilizadores de plástico, que podem ser removidos e colocados novamente. Nem que fosse só na hora do banho.

Liguei para nosso ortopedista da família. Ele disse que não vendiam desse modelo para criança. Mas achou 30 dias um tempo muito longo, que a cicatrização das crianças é muito rápida. Em 7 dias já poderíamos tirar o gesso, e ela ficaria só com a tipoia. Recomendou até que eu não desistisse da viagem, que ela poderia ir também.

– Não, o senhor não está entendendo – eu disse. A gente está planejando (e economizando) há um ano ir para Fortaleza… mais precisamente, para o Beach Park. Ela não vai poder ir para a praia, para a piscina, para nenhum toboágua… Vou ficar em Brasília.

– Acredite em mim, ela vai lucrar mais se for.

Eu já tinha desfeito a nossa mala, mas arrumei de novo. Nenhuma roupa dela servia, com o colete. O braço direito estava engessado junto ao peito. Então experimentamos várias camisetas minhas e do meu filho mais velho para montar o “enxoval” dela. Levamos várias fraldas de pano para servirem de tipoia.

Seriam, então, 3 dias de gesso e 4 sem gesso. No primeiro dia, meu marido e o mais velho foram para o parque aquático, e eu fiquei no clubinho com ela e o caçula, por causa do ar condicionado. Brincaram muitíssimo, nem se importaram.

No segundo dia, levamos para a areia da praia, longe do mar, de manhã bem cedinho e à tardinha, com o sol fraco. Não é mentira: das três crianças, ela era a que mais se divertia. Por várias vezes, meus olhos se encheram d’água ao ver sua felicidade. Fizemos o mesmo no terceiro dia, mas já a deixamos molhar os pés nas ondas. Simplesmente era como se nada tivesse acontecido, e o gesso não fosse nada.

No quarto dia, tiramos o gesso. Como a pele estava sensível por ter ficado fechada por uma semana, não quis colocar filtro solar nessa área. Decidimos mantê-la com o bracinho e a tipoia do lado de dentro da camiseta.

Ainda que ela não pudesse ir a nenhum brinquedo do parque aquático, ela adorou ficar no rasinho da piscina. Ficamos eu e o pai revezando com os outros filhos.

Durante todo o período, ela ficou de camiseta larga. Não havia como as outras pessoas saberem o que tinha acontecido. Como uma das mangas da camisa ficava sempre vazia, as outras crianças no hotel comentavam entre si sobre “a menininha sem braço”. Mas agiram com naturalidade e brincaram com ela sem problemas.

No último dia, quando estava deixando a piscina para voltar ao quarto e arrumar tudo para ir embora, cheia de havaianas, baldes, boias, bonés e sacolas nas mãos, ouvi uma mulher dizer a outra, alto o suficiente para que eu pudesse ouvir, se é que não era essa a intenção: “Ai, meu Deus, passei a viagem toda com dó dessa menina.”

Por um relance, pensei em deixar havaianas, baldes, boias, bonés e sacolas no chão, me virar para ela e responder:

– Nós somos pais responsáveis e nos cercamos de todas as precauções possíveis e imagináveis para garantir que tudo estivesse sob controle. Durante todo o tempo, ela não reclamou de nada, pelo contrário. Nos brindou com seu sorriso, sua alegria. Não permitiu que o fato de não poder mexer o braço interferisse nisso e exerceu com plenitude seu direito absoluto de ser criança. Dó eu tenho da senhora, cujo preconceito não deixou ver nenhuma dessas coisas.

Mas ao olhar para o lado e ver aquele rostinho corado e satisfeito dentro de sua camiseta enorme, saí sem dizer nada. Só agradeci mais uma vez ao anjo da guarda dela:

“Obrigada, anjo, por ter protegido minha menina e por ter feito dela um ser verdadeiramente igual a você.

Até na túnica comprida.”

carinha de sorriso na areia da praia

__________________

Veja também:

O anjo de origami

De mãe para filha

Olho de boi, olho d’água

 

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Coisas que só quem tem três filhos (ou mais) sabe o que são

Meu sobrinho nasceu! Agora minha irmã tem três filhos, como eu. Uma ocasião tão especial merece um post especial, com tudo o que agora ela vai conhecer na nova empreitada:

Só quem tem três filhos (ou mais)…

… escova, no mínimo, 32 (os seus) + 20 + 20 + 20 (92!!) dentes, três vezes por dia, todos os dias;

… corta 80 unhas toda semana;

… dá a mão a dois deles para atravessar a rua e pede a um que dê a mão ao terceiro – coisa que nunca aceitam;

… precisa pegar dois táxis pra caber a família toda;

… faz, toda semana, o que para os outros é uma compra de mês;

… vê inviabilizado qualquer rodízio de carona – a menos que tanto você quanto seu vizinho tenham uma Kombi;

… precisa de dois sofás para assistir à TV;

… quando viaja, é obrigado a reservar dois quartos de hotel depois que o menor completa 3 anos. E dá graças a Deus quando o hotel tem quartos conjugados;

… tem que planejar uma verdadeira operação de logística toda vez que viaja com eles. E, se for um esquema só do casal, deixa uma verdadeira operação logística para os heróis que se dispuserem a ficar com os três;

… tem que administrar três deveres escolares, três agendas, três semanas de provas por bimestre, três materiais escolares, três boletins. Ainda tem que se desdobrar (desdobrar, não! Se DESTRIPLICAR) para assistir a três reuniões de pais e mestres na escola. Mas também é agraciado com um descontinho na mensalidade do menor;

… observa que eles são experts em fazer todo tipo de combinação na hora da encrenca: mais velhos x menor, menores x mais velho, meninos x meninas, mais velho + mais novo x do meio, os três x os três…

… ganha três presentes fofinhos feitos por eles e assiste a três apresentações de Dia das Mães todos os anos (e chora em todas);

… descobre que três é o número mínimo ideal para qualquer brincadeira: pique-pega, pique-esconde, bobinho, jogos como War, etc!

… ouve as mais diversas expressões acerca dos seus filhos: escadinha, coleção de menino, gang…

… descobre que, agora, eles são maioria em casa…

… ouve: “Você é mãe de três? Você é…” (complete a frase):

(   ) animada

(   ) corajosa

(   ) ocupada

(   ) determinada

(   ) inconsequente

(   ) guerreira

(   ) madura

(   ) sortuda

(   ) ninja

(   ) admirável

(   ) feliz

(   ) louca

(   ) todas as anteriores

E ainda tem quem pergunte: “Quando vem o quarto filho????”

O fato é: engana-se quem acha que dá pra aplicar economia de escala quando o assunto é criança. Não dá. Eles precisam (e nós também) de tempo individual, real, aquele lá da Física, mesmo.

Engana-se quem acha que é só multiplicar por três. Não é. Está mais pra elevar à terceira potência:

  • Desafios ao cubo;
  • Responsabilidades ao cubo;
  • Possibilidades de crescimento ao cubo;
  • Amor ao cubo – isso é bom demais!!!!

Viajando com crianças. Parte V – A alegria

Cena 6 – um disco voador pousou e um ET menino entrou em minha casa

Um disco voador pousou no gramado em frente ao meu apartamento. Dele emanavam ondas de energia com minúsculas partículas de luz, um espetáculo lindo. Eu e meu marido, junto com meus pais e irmãos, assistíamos a tudo da janela da cozinha. Logo, havia uma porção de gente no local, inclusive pipoqueiro, sorveteiro e repórteres. De repente, duas luzinhas daquelas pousaram no chão e se transformaram em dois ETs, como os que aparecem em filmes (com a cabeça branca grande e dois olhos grandes). Usavam roupa de astronauta.

Uma dessas luzes entrou pela nossa janela, pousando devagar. Todos correram para a sala, exceto eu e meu marido. A luz se transformou também em um ET. Percebi que a cabeça e os grandes olhos eram apenas um capacete, e o ET na verdade tinha a aparência de um lindo menino loiro, de mais ou menos 7 anos. Comecei a lhe fazer várias perguntas e descobri que ele era um adulto. Estava muito assustado com tudo aquilo.

De repente, todos começaram a gritar na sala e a bater na porta para saber o que estava acontecendo. Ele se assustou mais e começou a chorar. Eu o abracei e disse que não tivesse medo, que não iríamos deixar nada de ruim acontecer. Então sugeri que fôssemos continuar a conversa em seu disco. Ele concordou.

Imagem: digitalFRANCE/Flickr

Estávamos nos preparando para desmaterializar quando meu marido deixou o casaco do ET cair no gramado. Eu fiquei com medo que aquilo chamasse a atenção e sugeri que os dois fossem na frente enquanto eu recuperaria o casaco. Eles foram e eu desci pelas escadas. Minha mãe foi atrás. Quando chegamos no térreo, tinham acabado de construir uma parede fechando a saída. Pensava que tinha que atravessar a parede, uma vez que precisava fazer a mesma coisa para chegar ao disco. A falta de fé era tanta que acabei desistindo. Minha mãe dizia que não havia mistério algum e mostrava como fazer. Mas eu dava a volta.

Isso aconteceu de verdade. Nos meus sonhos.

E também na vida real.

Quando viajei com meu primogênito, na época com 11 meses, foram sete dias em que ele não chorou nenhuma vez. Claro, antes que ele sentisse qualquer coisa, eu já tinha me antecipado a todas as necessidades. Fome? Leite quentinho, papinha pronta. Cansaço? Banheira com água morna, roupinha escolhida, tudo já preparado. Eu me transformei em uma espécie de “ministra do bem-estar”, com cada hora do dia devidamente planejada nos mínimos detalhes.

É verdade, ele nem precisou chorar. Todo mundo ficou admirado: “que coisa linda, não dá um pingo de trabalho.” Como assim? E, por que, ao fim da viagem, eu estava exausta?

Ora essa, porque eu não tinha “subido ao disco”. Enquanto meu filho e meu marido partilhavam juntos a mesma experiência e a mesma energia, eu estava na retaguarda, “pegando o casaco”, cuidando da parte burocrática e não aproveitando nada. E, exatamente como no sonho, ninguém entende como uma coisa simples pode ser vista como complicada.

Hoje eu continuo preocupada com o casaco, mas me permito subir ao disco. Seguem alguns pré-requisitos, já fazendo uma síntese do que tratamos nos outros posts da série:

  1. Ter planejamento e organização;
  2. Contar com possibilidades adversas e já arquitetar o plano B (e o C e o D);
  3. Internalizar e racionalizar o trabalho – foco no AGORA;
  4. Dar-se tempo. Como eu começo a relaxar só a partir do 3º dia, nunca planejo férias com as crianças com menos de sete dias (até porque a mala de higiene é idêntica para um dia e para sete, não vale a pena);
  5. Reconfigurar seu conceito anterior de “férias”.

Mais dicas da Libby Purves, autora do livro “Como NÃO ser uma mãe perfeita” (São Paulo: Publifolha, 2003):

  1. “O segredo, para quem tem filhos pequenos, é reduzir as expectativas em relação às atividades adultas. […] O esforço de tentar fazer uma atividade de adultos tendo junto crianças pequenas raramente vale a pena. Já me veio à cabeça que uma coisa que os pais nunca devem fazer é embarcar, com seus filhos pequenos, no tipo de excursão que lhes dava enorme prazer quando estavam sozinhos.
  2. Quem tem dois ou mais filhos abaixo dos 5 anos precisa tirar proveito de cada pequeno prazer.”

Quando você se entrega, experimenta um prazer diferente nas suas férias. É quando o momento começa a se parecer com as fotos dos anúncios dos resorts. Nossos álbuns de férias não são realmente muito diferentes. A gente só gosta de registrar os momentos felizes, não é? 

Mas, aos poucos, vai descobrindo que as melhores fotos, MESMO, não são as posadas. As poses não são naturais, saem aqueles sorrisinhos armados, congelados. As mais deliciosas histórias de viagem são repletas de tragicomédias, coisas engraçadas. E as melhores fotos captam o instante, a brincadeira, o inesperado.

Essas fotos podem até não refletir o que aconteceu na maior parte do tempo. Mas vão traduzir o que de fato importa. Aquilo que, com toda a certeza, é inesquecível.

E aí? Preparou-se para subir no disco e explorar o fantástico universo que só as crianças podem proporcionar?

Foto: The Scarer/Stock Xchng

Veja também:

Viajando com crianças. Parte I – A mala

Viajando com crianças. Parte II – As contradições

Viajando com crianças. Parte III – O clubinho

Viajando com crianças. Parte IV – Os senões

Toda a série Viajando com crianças

Viajando com crianças. Parte IV – Os senões

Cena 5 – minha filha de 1 ano e meio correndo e batendo palmas em todos os cômodos da casa. Ao final, beijando o berço

Foto: Brokenarts / Stock xchng

Fizemos uma viagem de 10 dias com meu filho de 4 e minha filha de 1,5 ano. Desses, sete dias foram um cruzeiro. Para o menino, foi uma viagem maravilhosa e inesquecível. Mas para ela… Descobri – lá no navio – que cruzeiros não são o melhor esquema para bebês. Por quê?

  1. Ela não se deu bem com a comida. E a única opção que tínhamos (já que estávamos no meio do mar) era papinha Nestlé.
  2. Era verão, muito calor, mas o ar condicionado central (sobre o qual não tínhamos controle) era muito frio.
  3. Ela pegou uma virose, teve febre e diarreia.
  4. Ela sujou todas as roupinhas. O WC da cabine não tinha exaustão adequada para secá-las. Foi tudo para a lavanderia do navio, que demora para retornar.
  5. O navio em alto-mar balançava pra burro e deixou todo mundo enjoado.
  6. Ela estava aprendendo a andar e se sentiu insegura.
  7. O WC da cabine era um ovo, mal cabia a piscina inflável que usávamos como banheira.
  8. Tudo era muito demorado: o desembarque em cada cidade do circuito, os traslados até o aeroporto, as conexões etc.

Resumo da ópera: quando chegamos em casa, ela começou a dar gritinhos de alegria já na garagem. Era como se, na cabecinha dela, ela tivesse feito algo de MUITO errado e que estava sendo punida. Mas, graças a Deus, o castigo havia finalmente terminado. Quando ela beijou o berço, meu coração ficou minúsculo. Puxa vida, pensei, nunca mais vou fazer isso.

Essa história é para dizer que, nas viagens planejadas para serem momentos de sonho, podem acontecer alguns senões. Eles devem ser avaliados previamente para que o melhor programa seja escolhido – em algumas vezes ele pode mesmo ser adiado para quando as crianças forem maiorzinhas. E, também, com a decisão já tomada, para nos cercarmos de alguns cuidados:

  1. Crianças podem adoecer. Faça check-ups antes da viagem. Leve farmacinha, de acordo com orientações do pediatra.
  2. Remédios fazem efeito 30 minutos depois. Quando eu vejo que um dos meus filhos está meio constipado (o que pode causar uma dor de ouvido bizarra no avião) já dou logo o Paracetamol assim que a gente embarca. Dou mesmo. (veja isso com seu pediatra).
  3. Leve sempre mudas de roupa reserva na mala.
  4. Crianças podem estranhar o ambiente. Leve o travesseiro e um bichinho de pano com o qual seu filho esteja acostumado a dormir, para que tenha alguma referência de casa.
  5. Crianças podem vomitar. E, como “remédios fazem efeito 30 minutos depois”, antes de viagens de carro ou de barco já dou logo o anti-hemético (veja isso com seu pediatra). Além disso, eles devem evitar ler dentro do carro e não comer comida-de-beira-de-estrada não confiável.
  6. Leve sempre mudas de roupa (inclusive para os adultos) na bagagem de mão. Dizem que isso é útil para o caso de extravio de bagagem. Mas eu faço porque uma vez tive que comprar roupa para mim no aeroporto depois de uma “esgumitada” homérica do caçula.
  7. Crianças podem atrasar. Não dê chance à Lei de Murphy e sempre se programe para chegar aos lugares com pelo menos 30 minutos antes do que for determinado.
  8. Deixe a mala “pré-pronta” na véspera de ir embora. Na hora de desocupar o quarto, coisas como tirar a areia dos baldes e esvaziar boias e piscininhas infláveis demoram mais do que se imagina.
  9. Antes de qualquer esquema, leve ao banheiro, mesmo que eles digam que “não estão com vontade”. Por três vezes resolveram fazer “o número 2” na hora que o atendente da companhia chamou no microfone para embarcar.
  10. Tenha sempre protetores plásticos de vaso sanitário para as meninas e para “o número 2” dos meninos. WCs públicos são nojentos.
  11. Se decidir por um cruzeiro, NUNCA escolha cabines internas sem iluminação natural. Por mais que digam que é frescura, que a escotilha é pequena etc, luz do sol FAZ DIFERENÇA. A menos que você curta a sensação de que está dormindo dentro do elevador ou do WC do avião.

Enfim, conhecer os “senões” é importante. Se não há como impedi-los, pelo menos estamos conscientes.

Mas “estar junto 24h” com as crianças não está no rol dos “senões”.

Fiquei atônita com uma matéria da Revista Viagem e Turismo que compara resorts e cruzeiros, e fala sobre o assunto:

Viagem e Turismo n9 ano 12 set 2006 p64 – Ed. Abril

Cruzeiros ou resorts?

“Lazer Criança – Vencedor: Resort

Todos os navios têm kids club. Mas nenhum tem baby-sitter. Ou seja, se quiser alguma independência das crianças, vá para um resort, com trupes de funcionárias treinadas para entreter e cuidar dos pequenos a pequenas fortunas […]. Você agradecerá cada vintém, verá a lua da praia, tomará um drinque a mais no bar… É muito chato ser obrigado a voltar para o quarto por não ter com quem deixar as crianças. E nos navios, […] você terá de: a) dormir mais cedo; b) se consolar com a pobre programação da TV ou c) arrastar as crianças para todo lado. Durante o dia, os cruzeiros levam um olé dos resorts de novo. […] Nos resorts, a programação para a criançada é interminável. Aliás, os “tios” recebem os pequenos pela manhã e, com exceções, devolvem só para o banho. […] Quer mais que isso? Mande-os para uma ilha.”

TÔ BEGE!!!!

Na minha experiência, o cruzeiro não foi bacana para crianças pequenininhas por OUTROS motivos, nunca por causa do “contato full time”. Se esse contato se transformar em um dos “senões”, tem alguma coisa fora do lugar aí – e não é exclusiva da viagem.

Veja também:

Viajando com crianças. Parte I – A mala

Viajando com crianças. Parte II – As contradições

Viajando com crianças. Parte III – O clubinho

Viajando com crianças. Parte V – A alegria

Toda a série Viajando com crianças 

 

Viajando com crianças. Parte III – O clubinho

Cena 3 – O casal acaba de chegar ao hotel e, ainda com a roupa do aeroporto, vai direto ao kids club para cadastrar o filho de 4 anos e contratar uma baby-sitter para o bebê

Estávamos eu e meus três pimpolhos jogando boliche com garrafas de plástico no kids club do hotel, quando presenciei a cena acima. Até então, nunca tinha cogitado fazer o mesmo, até porque o máximo que meus filhos desfrutam das recreações dos hotéis é a caça ao tesouro. Em todo o tempo (pro bem e pro mal rsrsrs), preferem ficar grudados na gente. Fiquei meio de cara, mas compreendi e respeitei (e tive uma invejinha).

O fato é que nem sempre as coisas saem do jeito que a gente imagina, principalmente em se tratando de férias. Antes de ser mãe, eu nunca entendia quando diziam: “Quando você viaja com as crianças, depois precisa de novas férias.”

Claro que os resorts descobriram isso:

Trecho do Guia de Resorts do Brasil, pp10-11

7 motivos para ir a um resort

  1. Lazer para a família

Dez entre dez famílias com filhos pequenos preferem passar suas férias em resorts. O motivo é simples: no ambiente confortável e seguro de um resort, a garotada ganha uma independência inimaginável na rotina do seu dia-a-dia. Outra razão é que não faltam atividades para elas se esbaldarem o dia inteiro. […] O kids club nasceu da percepção de que as atividades prazerosas aos adultos – tomar sol na beira da piscina, ou passar a tarde inteira lendo um livro – são uma verdadeira tortura para as crianças. A presença constante de monitores […] e a infra-estrutura de lazer gigantesca voltada para os pequenos dá uma sensação de segurança até para as mães mais ansiosas.”

Trechos do texto de abertura de um especial da Revista Viagem e Turismo (Especial Férias com as crianças n68 jun 2001, p5. Ed. Abril) (grifos meus):

“Quantos casais você conhece que já deixaram de viajar porque não tinham com quem deixar os filos? Gente que olha para os pequenos e vê apenas malinhas-sem-alça atrapalhando seus planos de férias? De acordo com esse pessoal, não vale a pena levá-los porque: 1) Não aproveitam nada, mesmo; 2) atrapalham os passeios dos pais, porque exigem atenção o tempo todo; 3) dobram as despesas.

Bobagem. O passeio fica mais trabalhoso, é verdade, mas nós dividimos com as crianças experiências de que elas se lembrarão pelo resto da vida. […] Se a coisa for bem planejada, até os bebês vão adorar o contato full time com o pai e a mãe. E não vai custar muito mais. Geralmente a criançada ganha descontos. […]

Como você verá, só existem contraindicações quando você não planeja direito. […]

Aproveite bem a companhia dos seus filhos. Eles vão tornar sua viagem muito mais bacana. Vocês merecem esse presente.”

Bem, segundo o texto acima, antes de sair de férias com as crianças, você deve considerar o seguinte: Dá trabalho, mesmo, mas isso é contornável quando existe planejamento. Assim, seria possível desfrutar da viagem com a garotada.

A mesma revista apresenta a lista dos hotéis ideais para crianças no decorrer de todas as páginas seguintes. Adivinha por que eles foram recomendados? Por causa de atividades, clubinhos, monitores e baby-sitters. Os trechos abaixo foram pinçados dessa lista (cada trecho se refere a um hotel diferente):

  • Crianças de 4 a 12 anos têm um clube só para elas, onde monitores organizam brincadeiras. […] Para os menorzinhos, há serviço de baby-sitter pago à parte.
  • A garotada de 5 a 12 anos tem uma imensa programação de lazer, coordenada por monitores, enquanto os bebês podem ficar aos cuidados de baby-sitters.
  • A programação de jogos e brincadeiras para a turma de 4 a 12 anos vai até as 10h da noite, enquanto os mais novinhos podem ficar aos cuidados de babás.
  • Os bebês ficam aos cuidados de babás, enquanto os pais pescam no lago ou curtem a piscina.
  • Nos períodos de férias e feriados prolongados, há monitores para entreter a garotada.
  • O hotel também se encarrega de contratar babás, desde que o pedido seja feito com antecedência.
  • É possível passar o dia lagarteando na praia, enquanto a garotada se esbalda nos brinquedos.
  • Oferece intensa programação para crianças a partir dos 3 anos. Enquanto elas brincam com os monitores, os pais podem curtir os voos de asa-delta e paraglider que saem da Pedra Grande.
  • Para os pequenos, tem um espaço exclusivo, a Cidade da Criança, com parquinho, castelo e teleférico. Há também um berçário e brincadeiras para os maiores de 2 anos.
  • Há recreação para os maiores de 3 anos e baby-sitter para os bebês. Saunas, duchas escocesas e massagens garantem o relax dos pais.

(Trechos do Especial Férias com as crianças n68 jun 2001, p5. Ed. Abril)

Mas, gente, onde fica o “contato full time com o pai e a mãe” pregado no começo da revista? Um hotel só é indicado para crianças se tiver essa megaestrutura de cuidadores?

Isso fica ainda mais enfatizado nas fotos que ilustram as matérias. Em TODAS as imagens, as crianças não estão com os pais.

Crianças com os bichinhos, pais na praia

Para ninguém dizer que a publicação é um exemplo isolado, abaixo transcrevo trechos da lista de hotéis recomendados de outra edição da revista (grifos meus):

Viagem e Turismo n14 ano12 dez 2008. Ed. Abril

  • […] Basta pisar no hotel para acabar com o estresse – principalmente o infantil. Meninos e meninas podem passar o dia longe dos pais, inclusive fazendo as próprias refeições, no kids club.
  • […] Com quem ir: Com filhos de qualquer idade. Há até baby club para bebês.
  • Sucos, refrigerantes e petisquinhos à beira da piscina ainda estão liberados e, o mais importante, a diária no kids club também. […] Com quem ir: Com os filhos. Os monitores dão conta da algazarra.
  • As crianças se sentem em casa – ou melhor, na casa que elas sempre pediram aos pais. Ficam em companhia dos monitores o dia todo, até as 22h. […] Na piscina, os pais relaxam […].
  • […] Com quem ir: Com a galerinha. Aulas de surfe, patinação, caça ao tesouro, arvorismo, paintball, cavalgada, discoteca. Será que já dá para cansar as crianças?
  • […] Com quem ir: Com a família toda. Há monitores e kids club.
  • […] Com quem ir: Com os diabinhos. Os recreadores dão conta.

Como na cena 3, no início do post, nem sempre as crianças têm opção de ficar no clubinho ou não. Mas isso não impede que elas adorem e se divirtam muito mais do que se tivessem ficado com os pais (principalmente se os pais estão de saco cheio).

Não estou aqui fazendo crítica aos recreadores e aos clubinhos, por favor. Antes que os primeiros resorts fossem inaugurados no Brasil e universalizassem a cultura de monitores, existia uma coisa muito similar nas viagens de antigamente: a instituição “casa de parente com primos”. Gente, o que eram os primos senão uma versão prévia dos clubinhos? Ninguém perguntava se nós queríamos ficar lá (essa alternativa jamais foi aventada), mas curtíamos demais, ERA BOM DEMAIS! (Família grande, milhares de primos, pena que hoje em dia isso é cada vez mais raro).

Assim sendo, que sejam bem-vindos os clubinhos e sejam aproveitados. Se a criança estiver contente, perfeito. Se você se permitir o “contato full time” (de que vou falar em outro post), também vai descobrir coisas maravilhosas. Acredite.

No entanto, não dá para repetir o que vi em um resort:

Cena 4 – Frio de uns 9 graus. Jantar no restaurante, 21h45. Todas as pessoas muito encasacadas. Uma monitora toda de moletom (uniforme do hotel) faz companhia a um garotinho de regata, short e chinelinha… aguardando as 22h protocolares para os pais pegarem o filho.

E você? O que acha?

Veja também:

Viajando com crianças. Parte I – A mala

Viajando com crianças. Parte II – As contradições

Viajando com crianças. Parte IV – Os senões

Viajando com crianças. Parte V – A alegria

Toda a série Viajando com crianças

Viajando com crianças. Parte II – As contradições

Cena 2 – Pai brigando com o filho na fila de entrada do parque aquático

Quando assisti à cena acima, eu ainda não tinha filhos. Fiquei um tempão pensando na contradição absoluta que aquilo representava: quem vai a um parque pretende se divertir. Pois nem ao menos a diversão começou, o estresse já estava instalado. Pensei na frustração da criança com a impaciência do pai. Pensei na frustração do pai, que planejou o passeio.

Aí, um belo dia eu virei mãe. E me vi, por muitas vezes, em contradições parecidas. O mais importante é ter consciência disso, de preferência no momento em que ocorre. Como diz minha mãe: “Atenção, para não haver tensão”. Repita comigo: “Eu estou de férias. Eu estou de férias. OOOOOOMMMMM…”

Outra coisa válida é passar a contar com certas possibilidades. Não se trata de “antever o pior” ou “sofrer por antecipação”. Trata-se de estar preparado para algumas situações (que, com sorte, até podem não ocorrer! rsrs).

Por experiência própria, enumero algumas coisinhas que nunca achei que pudessem acontecer nos meus planos dourados de “férias perfeitas com as crianças”:

  1. Brigas entre irmãos. Claro, sempre por motivos muito graves: “Olha, o avião tá descendo!” “Não, tá subindo.” “Não, tá descendo, você não ouviu o piloto falar?” “Subindo.”. “Claro que não, olha a cidade lá embaixo!” “Subindo!”  “TÁ DESCENDO!!!!” POU, PLAFT, SOC, TUM! “Ô MÃÃÃÃÃÃÃÃEEEEEE!!!!!” (fato verídico).
  2. Processos de bobeira. Não acho correto dizer “ataque” ou “acesso” de bobeira. “Acesso” traduziria algo momentâneo, passageiro. Considero mais adequado falar de “processo” de bobeira (“processo”, realmente, lembra mesmo uma coisa beeem demorada). Em suma, são aquelas risadinhas bestas intermináveis, quando você não consegue a atenção deles para nada.
  3. Teimosia. Principalmente na frente dos outros, porque seus filhos sabem que você hesitará em chamar a atenção.
  4. Desobediência. Em algumas vezes, a desobediência perigosa, como ir para o fundo do mar ou da piscina.
  5. Renúncia. Muito do que a cidade ou o hotel oferecer não vai dar para levar as crianças, o que significa que será difícil para você ir. Mesmo coisas inocentezinhas, como curtir uma caminhada na praia.
  6. Interrupção. As coisas (dentre as que você conseguir fazer) poderão ser interrompidas a qualquer instante. Vai parar para oferecer água, pegar lanche, renovar o protetor solar, encher boia, enrolar na toalha e assim por diante. Ainda tem a CLÁSSICA: você fez o prato de todo mundo, cortou a carne, colocou suco e quando finalmente dá sua primeira garfada… “Mãe!!! Quero fazer cocô!!!”
  7. Improviso. Não espere reproduzir no hotel o conforto e a estrutura que você tem em casa. Isso é ilusão. Aliás, se você quer um lugar igual à sua casa, bem… fique em casa. Sair e viajar pressupõe mudar os ares, espairecer… e improvisar. Faz parte do pacote.
  8. Impaciência. Deles. Ouvir milhões de vezes: “Tá chegando???” “Não quero passar protetor solaaaaaar!” Ou, no auge do bem-bom, quando você finalmente achava que estava chegando ao nirvana do verão: “Ai, tá tão chato, quando a gente vai voltar?”

Aviso aos navegantes: O fato de saber disso tudo ajuda. Mas “não nos responsabilizamos por estresses posteriores”.

 

Via de regra…

Saímos de um restaurante alimentados.

Saímos de uma escola ensinados.

Saímos de uma academia malhados.

De um parque de diversão, temos que sair “divertidos”, né não? kkkkkk

Site visitado: http://www.familycircus.com/

Veja também:

Viajando com crianças. Parte I – A mala

Viajando com crianças. Parte III – O clubinho

Viajando com crianças. Parte IV – Os senões

Viajando com crianças. Parte V – A alegria

Toda a série Viajando com crianças

Viajando com crianças. Parte I – A mala

Cena 1 – minha mãe arrumando as malas de toda a família

Todo fim de ano, quando era pequena, viajávamos para a Bahia. Era uma festa total. Apenas meus pais e meus irmãos moram em Brasília, o restante da família é todo de lá. Então era a garantia certa de diversão, com minhas avós, meus tios, primos, praia, sol e tudo de bom. Todo ano era o mesmo itinerário, Salvador e Vitória da Conquista. Nunca ficamos em hotel, sempre em casa de parentes. Adoro todas as lembranças, mas uma em particular é interessante: minha mãe organizando as malas para o casal e nada menos que cinco pimpolhos.

Lembro da minha mãe preocupada com a arrumação. E dizia para ela: “Mãe, nós vamos viajar, tem que ficar alegre!” Ela não só compreendia, como concordava. O problema era aplicar isso na prática.

Hoje eu a entendo completamente. Arrumar mala, pra mim, é um estresse tamanho, que povoa repetidamente meus pesadelos. Nesses sonhos, eu sempre estou louca, atrasada, arrumando mala, sem encontrar as roupas, e o ônibus/avião/barco indo embora.

Fico pensando a origem dessa apreensão. Apesar de ter menos filhos (três, em vez de cinco da minha mãe), agora nunca ficamos em casa de parente. A casa de parente de certa forma facilita, porque não precisamos nos preocupar com a infra-estrutura (gente para ajudar, comida, lavagem de roupa e o fato de estar em uma cidade com tudo por perto, caso algo falte). Então minha paranoia é de esquecer alguma coisa. Com o agravante de já ter me arrependido de não ter levado algum item – Lei de Murphy total: eu SEMPRE acabo precisando daquilo que deixei de fora da mala.

Dicas campeãs de Marusia

Uma coisa que ajuda muito é fazer uma lista do que levar. Leve a lista, também, para o check-list da volta.

Segue a que uso (se gostar, pode imprimir):

Item OK
Roupas:  
Camisas/camisetas
Shorts/bermudas
Cuecas/calcinhas
Meias
Sungas/biquínis
Boné
Calças (com cintos)
Saias/Vestidos (meninas)
Agasalhos
Pijamas
Elásticos de cabelo (meninas)
Tênis/sapatos
Sandálias
Higiene:  
Shampoo
Condicionador
Sabonete
Pasta de dente
Escova de dente
Fio dental
Filtro solar
Cotonete/algodão
Pente/escova
Touca (meninas)
Lenços umedecidos
Sacos para roupa suja
Sacos para roupa molhada
Tesourinha de unha
Sabão em pedaço
Fita crepe
Farmacinha:  
Analgésico antitérmico
Repelente de insetos
Antisséptico
Band-aid
Pinça
Pomada para hematoma
Termômetro
Remédio para enjoo
Antialérgico
Diversão:  
Balde/pás
Boias
Brinquedos/jogos
Revistas/livros
Bola
Máquina fotográfica com carregador
Filmadora com carregador
Toalha de praia
Alimentação:  
Água
Sucos
Bolachas
Frutas
Tupperware
Documentos:  
Certidão de nascimento
Carteirinha do plano de saúde
Telefones do pediatra
Vouchers, passagens

A fita crepe é para, entre outros usos que forem necessários, vedar as tomadas de eletricidade do hotel.

O sabão em pedaço é para lavar as roupinhas, principalmente os biquínis. O sabonete nem sempre cumpre bem essa função.

O tupperware é para guardar lanchinhos do café da manhã.  Nem sempre os pimpolhos estão com fome de manhã. Em compensação, mais tarde, adoram um pãozinho com queijo, um pedaço de bolo, um croissant.

Para os bebês, a lista obviamente é maior. Além dos itens acima, acrescente:

Item OK
Mochila do bebê:
Trocador
Lenços umedecidos
Fraldas básicas e noturnas
Fraldas de pano
Creme para assaduras
Bodies
Macacões
Babadores
Toalha de banho
Toalha-fralda
Piscininha inflável
Copos
Porta-papinhas
Bolsa térmica

A piscininha inflável é muito prática, serve para substituir a banheira. Você pode levar duas, escrevendo “Praia” e “Banho”, a fim de diferenciá-las.

Se o bebê usa mamadeira, há outros complicadores:

Item OK
Esterilizador de mamadeira
Escova de mamadeira
Sabão em pedaço
Esponja
Leite em pó com colher-medida
Garrafa térmica
Isopor de mamadeira
Tampas das mamadeiras
Paninho de prato novo

O paninho de prato é para escorrer ou secar o que você lavar.

Dependendo de como ou para onde você vai, acrescente à lista:

  • Papel higiênico;
  • Roupão;
  • Travesseiros (com fronhas reservas);
  • Cobertores;
  • Roupas de frio: cachecol, gorro, luvas, ceroulas térmicas;
  • Berço portátil e carrinho (para bebês);
  • Passaporte, vistos, cartão internacional de vacinas.

Dependendo da criança, acrescente:

  • Aparelho de dentes (com a caixinha);
  • Óculos e óculos reserva (com caixinhas);
  • Remédios manipulados, como homeopatias. Sempre lembrar de levar na bagagem de mão, com a receita médica, e tirar da bolsa na hora de passar no raio-x do aeroporto (homeopatia perde o efeito com raio-x).

Mais dicas:

  1. Você pode estar viajando para o lugar mais frio do mundo: leve roupa de banho (biquíni, sunga). Nunca se sabe se há piscinas cobertas e aquecidas lá.
  2. Você pode estar indo para o lugar mais quente do mundo: leve agasalho. Ar condicionado de avião/ônibus/barco é de lascar, bem como de certos restaurantes ou mesmo o ar central do hotel;
  3. Calcule duas mudas de roupa por criança por dia, uma para o dia, outra mais arrumadinha para a noite. Coloque ainda mais duas mudas de reserva.
  4. Monte os conjuntinhos na mala: camiseta + short/bermuda/saia, de cada muda de roupa. Isso facilita muito, tanto para arrumar quanto para vesti-los lá!
  5. Deixe separada no fundo da mala, também, a roupa de voltar: calça + camisa + casaco + meia + cueca/calcinha.
  6. Separe um saquinho para cada conjunto de peças miúdas: biquínis, calcinhas, meias. E um saquinho para cada calçado.
  7. Mantenha o quarto do hotel arrumado. Escolha um local arejado para colocar a roupa suja, já dobrada. Na hora de voltar, é muito mais fácil para recolocar na mala.

Bem, isso tudo é muito útil, mas ainda considero um verdadeiro quebra-cabeças montar minha mala! … (Alguém tem alguma sugestão?…)

Viajando com crianças: a aventura começa na arrumação da mala!

Veja também:

Viajando com crianças. Parte II – As contradições

Viajando com crianças. Parte III – O clubinho

Viajando com crianças. Parte IV – Os senões

Viajando com crianças. Parte V – A alegria

Toda a série Viajando com crianças