O que aprendi sobre… sono

Vou começar a série “O que aprendi sobre…” por um pedido muito especial das minhas amigas. Digo isso porque relutei a escrevê-la. Por acreditar que não existem receitas, que cada família tem seu próprio arranjo. Mas elas me advertiram que isso não era motivo para deixar de compartilhar experiências. Então, inicio com um tema sensível: o sono das crianças.

Para dormir a noite toda, todas as noites

Eu AMO dormir. Como já disse em outros posts, sou aficionada por sonhos. São fontes seguras de soluções, de informações sobre mim, sobre o que me cerca. De jeito nenhum considero dormir uma coisa improdutiva, muito pelo contrário. Então, eu amo dormir, é um momento sagrado e quero conservá-lo.

A vida toda foi assim. Não tenho problemas para dormir. Fico consternada quando vejo batalhões de pessoas em todo o mundo com casos tão sérios, precisando de remédios. Mas o que mais me impressiona é ver como agora isso atinge também as crianças. “Dormir como uma criança” é um dito popular que está perdendo o sentido.

Minhas mais remotas lembranças mostram a hora de dormir como algo absolutamente pacífico na minha família. Essa é uma herança da qual nunca vou abrir mão. Tenho três crianças completamente diferentes entre si, mas com algo em comum: o sono tranquilo.

Isso não é fruto de genética. Há um pouco de técnica, sim. Mas existe um componente muito mais importante: a DECISÃO. E é esse aspecto que quero enfatizar.

As decisões têm que ser amparadas por informação, que obtive do meu sábio pediatra:

  1. A criança PRECISA dormir. Isso é crucial para qualquer ser-humano. Não à toa, Nuno Cobra, autor do best-seller “A Semente da Vitória”, coloca o sono como o mais indispensável aspecto para a saúde. Sem sono de qualidade, todos os outros aspectos perdem poder.
  2. Há conexões cerebrais preciosas que só se formam na infância, e durante o sono.
  3. Os hormônios do crescimento têm seu pico no corpo da criança entre 20h e 22h. O início do sono deve abranger esse pico, por isso é importante dormir cedo.
  4. A “Crise dos 8 meses” é verdadeira. Mais ou menos nessa idade, a criança toma consciência que é um ser separado da mãe. Quando a mãe não está presente, ela imagina que isso é para sempre.
  5. A partir dos 8 meses, o sono faz parte de um aprendizado. Não é natural, tem que ser ensinado.
  6. Crianças gostam da rotina porque se sentem seguras, ao conseguir antecipar cada próximo passo.
  7. Dia tranquilo, noite tranquila. O maior mito que existe é agitar a criança de dia, sem deixá-la cochilar, na esperança de ela possa “capotar” de noite. É justamente o contrário, ela vai ficar excitada e acordar às prestações por toda a madrugada.

 O aconchego do quarto

Cochilos de dia

  1. As janelas estão abertas, a rotina da casa se mantém. Mas, para não interromper o sono com algum barulho alto e súbito, eu acionava um “som rosa”. Trata-se de um som frequente e baixo, uma onda sonora que anula as ondas externas. O mesmo que é usado na engenharia dos aviões. Para mim, um ventilador virado para a parede, no canto oposto ao do berço.
  2. Porta fechada, babá eletrônica ligada. Quando acordavam, ficavam ronronando no berço. Deixava-os curtirem esse momento.
  3. Se a criança dorme serenamente de dia e acorda alegrinha, NÃO HÁ POR QUE isso não se repetir à noite.
  4. O berço tem que ser o lugar mais gostoso do mundo, mas é para dormir. Não é lugar de brincar. A criança só deve estar no berço quando estiver dormindo e um pouquinho a mais para espreguiçar (e ronronar, como disse antes). Isso cria uma programação positiva em sua cabecinha.
  5. Depois das 17h, nada de cochilo.

O sono noturno

  1. Rituais, quanto já não se ouviu falar deles? Importantíssimos. Diminua as luzes e o som da casa. Dê um banho, coloque o pijaminha, cante, ponha uma música suave.
  2. Use o blecaute ou as venezianas, para escurecer o quarto e prolongar o sono da manhã. Ao contrário, acordarão ao primeiro sinal de claridade.
  3. Mantenha uma luz de referência. Use uma luz azul no abajur (somente nos dias em que perceber mais agitação). Verde para os demais dias.
  4. Use uma fralda que absorva a umidade por toda a noite.
  5. A criança não pode adormecer em um lugar e acordar em outro. Além disso, o berço tem que estar EXATAMENTE do mesmo jeito todos os dias. Se a criança acordar no meio da noite em um local diferente, é lógico que ela vai estranhar. A gente, que é adulta, estranha! Eu mesma, de vez em quando, fico meio desnorteada em quarto de hotel.
  6. Crie um incentivo para o berço à noite. Meu caçula tinha um coelhinho de pano que só entregávamos a ele na hora de dormir, no berço. Ele adorava, e o coelhinho era uma companhia constante, que lhe dava segurança.
  7. Os rituais são essenciais, mas não crie muitos artifícios para que seu filho durma. Se ele ficar dependente de coisas que não consegue reproduzir sozinho para conseguir pegar no sono, você vai precisar repeti-los a cada vez que ele acordar. Isso inclui dar corda em móbile e a famosa voltinha de carro. Pense bem se você está a fim de fazer isso toda noite. Não tente resolver um problema criando outro mais complicado. Permitir que a própria criança crie formas de “autoaconchego” é fundamental.

Situações especiais

  • Bebês de até 6 meses, em amamentação exclusiva;
  • Dentinho nascendo;
  • Reação de vacina;
  • Qualquer dor ou doença;
  • Distúrbios do sono: apneia, terror noturno, sonambulismo;
  • Novidade grande em casa.

Em NENHUM desses casos, você deve esperar que seu filho durma a noite toda. Não se iluda para não se frustrar.

Por que a criança chora?

Se dormir é uma delícia, por que então a criança chora? Esse é o grande nó que tomou conta das famílias.

Se não for nenhuma situação especial descrita acima, vamos tentar desatar esse nó. Você já se fez alguma das perguntas abaixo?

Meu bebê dormia direitinho, de repente começou a acordar de hora em hora, por quê?

Por causa da “Crise dos 8 meses”. Brincadeiras como “achou” e ioiô vão mostrando para ele que, quando os pais não estão em seu campo de visão, não quer dizer que eles desapareceram para sempre.

Não ponha em cheque a confiança que seu filho deposita em você. Evite sair na surdina, não minta. Explique com clareza, sem tensão, e despeça-se.

Vi uma dica incrível em uma antiga revista Crescer, de 2001, da leitora Cláudia Barreto, mãe da Marina. Ela orientou a babá a ir para o parquinho com a criança antes que ela saísse para o trabalho. Então, era a Marina quem dava “tchau”. A filha passou a entender que, do mesmo jeito que ela própria, a mãe também voltaria para casa. A separação se transformou em um momento positivo e sem dor. Isso é perfeitamente aplicável na hora de dormir. Pode-se criar a situação para que A CRIANÇA dê “boa noite”.

Por que ele só dorme depois das 23h?

Observe se a noite é o único horário que você tem com o seu filho, porque ele não vai querer perder nenhum segundo da sua companhia.

Por que o bebê simplesmente não fecha os olhos e dorme?

A criança quando está com sono fica irreconhecível. Nada agrada, ela fica irritadiça e chora sem motivo. Ela LUTA contra o sono. Seria tão fácil simplesmente se render a ele, não?

É que o sono pressupõe entrega. É uma sensação de perda de controle e pode assustar. E é o adulto que deve mostrar à criança que não há o que temer, que é algo prazeroso e necessário. Se existe tensão na hora de dormir, esse aprendizado não vai ocorrer nunca.

E é aí que entra o seu poder de decisão.

Se eu quero que meus filhos durmam às 20h, por conta dos hormônios do crescimento, devo estar consciente que eles vão dormir cedo para ACORDAR cedo. Entre 6h e 7h da manhã, para ser mais exata.

Se eu quero que eles adormeçam e saibam retomar o sono caso acordem no meio da noite, devo dá-los a chance de aprender a fazer isso. Se, a qualquer resmunguinho, eu apareço esbaforida no quarto e tiro do berço, qual é a mensagem que estou passando? Que o berço é um lugar execrável e tenebroso, e que eu sou a única a “resgatá-lo” e “salvá-lo” desse tormento. Caso a criança chore, procure atender com tranquilidade.

Eu costumava repetir igual a um mantra: “Ah, que delícia seu quartinho, seu bercinho fofinho e quentinho; você agora vai descansar, dormir um soninho gostoooooooso até amanhã de manhã, que vai ser um dia lindo. Tá tudo bem. Dorme com os anjinhos.”

Entendo o princípio que prega “o que é mais importante para a criança”. Afinal, ela é indefesa, dependente em tudo. Mas prefiro “o que é mais importante para a família”. A família é um sistema. E a criança faz parte dele. A família estando bem, consequentemente a criança estará bem.

Nesse raciocínio, prezo totalmente a intimidade do meu casamento. E não vejo o desfrutar de momentos exclusivos como algo que possa ser prejudicial para minha família.

É recompensador ser “insubstituível” para o filho. Tentador, até. Mas um grande risco é a potencialização de algo que começa natural (a dependência da mãe por parte do filho), e a criança passa a ser “ensinada” a sentir falta da mãe, e só dela.

Se eu quero que meus filhos possam ir para suas caminhas na hora em que estão com sono e durmam sossegados, eles têm que sentir autoconfiança e perceber que não há motivo para chorar. Se pararmos para pensar, muitas serão as situações de insegurança que eles vão enfrentar. Pode ser ficar na cadeirinha do carro enquanto dirigimos. A adaptação na escola, o nascimento de um irmão. Uma dieta especial no caso de um distúrbio de alimentação. A chegada da adolescência. Não somos onipresentes. Reafirmando a autoconfiança dos filhos, o trajeto é menos pesado. E mais rico.

Eu tomei essas decisões e estou satisfeita com elas. Senti isso no dia em que precisei passar por uma cirurgia para retirada da vesícula, que se complicou. Por vários dias fiquei no hospital com meu marido. Meus sogros ficaram com meus filhos. E me diziam: “às oito da noite, todos já tinham ido para suas caminhas.” E assim eu também podia dormir tranquila.

E você? Que dica tem para o sono infantil?

"Dê qualquer roupinha e continue não entendendo por que ele chora a noite toda". Ah, se tudo fosse só uma questão de roupinha...

_________________

Veja também:

O que aprendi sobre…

a linguagem secreta da birra

viagens com crianças

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26 pensamentos sobre “O que aprendi sobre… sono

  1. concordo com todas as dicas e aplico muita delas. a decisão é a chave para sustentar todas as outras estratégias.

    mas nino no colo, ou deixo que adormeçam na minha cama, mesmo sabendo que é “errado” <– mil aspas pq não existe certo e errado, né-não… mas nunca consegui sustentar… outra frustração é o objeto de apego, que meu caçula não quis de jeito nem espécie nenhuma…

    outro ponto é a hora de dormir, que aqui rola mais tarde, justamente por conta do nosso horário de trabalho e da rotina de jantar, brincar e banho. queremos ficar com eles, sabe?

    agora penso que cama compartilhada e outras estratégias são importantes para quando "a regra" não funciona direitinho e a mãe precisa de um descanso.

    ah, por que verde? é a luz que uso, mas queria saber o motivo…

    adoUrei!

    beijoca

    • Oi, Mari!
      O que aprendi sobre maternidade é que não há regra, não há certo nem errado… O que há é a situação particular que envolve cada criança + mãe + família, e as decisões que tomamos para equacionar o dia-a-dia. Para cada escolha, devemos estar conscientes dos prós e contras (que existem em todas elas), e o que se aplica melhor dentro de nossas especificidades. Assim, podemos agir com sabedoria.
      Eu digo pra você: nada para mim era mais divino do que segurar um bebê adormecido em meu colo; até porque nunca consegui reproduzir tal façanha com crianças que não fossem meus filhos… é um entregar-se tão maravilhoso, uma prova de confiança suprema, e aproveitei cada segundo desses momentos.
      Sobre o verde: segundo meu pediatra, é uma cor que acalma. Não é fria como o azul (que usado com muita frequência pode ter efeito depressor). A galera que estuda cromoterapia também aponta o verde como a cor da saúde plena.
      Um beijo,
      adoro seus comentários!

  2. Adorei, Má!
    Mas aqui nada funciona. Penei com a primeira e o drama tá se repetindo com a segunda. Confesso que desde a gravidez eu não sei o que é uma vida em família tranquila… certo que isso ajuda a atrapalhar…
    E a gente vai levando…
    Beijos

  3. Marusia, gostei muito do texto…
    Já tenho lido muita coisa nas Revistas Crescer e tudo bate bem com suas dicas!!!
    Tenho todas em minha mente e espero conseguir colocar todas em práticas, apesar de saber que não é muito fácil… kkk
    Bjsss

  4. Marusinha,
    Tem gente que está na profissão errada… só pode! Que coisa boa! Adorei as dicas! Agora a Marina já dorme a noite toda e foi com as suas preciosas dicas. Como é bom trabalhar com você! Obrigada por sempre compartilhar esses sábios conhecimentos. Bj carinhoso.

  5. tudo que foi postado por Marúsia é a pura verdade, meu bebê hj com 8 meses dorme em seu berço sozinho desde os 4 meses, as sonecas do dia são primordiais para uma noite tranquila, ir desacelerando a criança no fim do dia tb é uma ótima dica, nada de brincadeiras barulhentas ou muita agitação, um banhozinho morno uma massagem com óleo especifico tb ajuda e aumenta a cumplicidade entre mamae e bebe.Tudo está indo muito bem, exceto que Enzo começou a ter pesadelos e chora dormindo, as vezes fico penalizada mas não há o que fazer a não ser esperar ir embora o sonho ruim.

  6. Olha só: vim devolver sua visitinha lá no meu blog(que eu amei) e acabei me deparando com esse post (perfeito, se me permite dizer) justamente em um dia em que me encontro com olheiras e a cabeça doendo muuuuito, por falta de sono da pequena do meio! aff, me lembrei que preciso postar sobre isso lá no blog, pq troca de experiencia são sempre válidas, e no meu caso fui muito falha com as duas primeiras no que se refere ao sono ( não é exagero quando digo que sou a pior mãe do mundo) Ah, obrigada por compartilhar, e provavelmente vou pedir seu texto emprestado quando for falar do assunto, querida mãe perfeita, porque vc tem aí um belo exemplo de uma boa hora de sono!
    Bjs!!!

    • Oi, Alyne,
      muito obrigada pelo carinho! Fique tranquila. Às vezes fico com a impressão de que a maternidade é uma enorme coleção de tentativas-erros; mas, errando ou acertando, o caminho sempre acaba levando à experiência, essa coisa valiosa que ninguém pode tirar da gente.
      Um beijo!

  7. Olá!!

    Adorei seu post!! Estamos com alguns probleminhas no sono das crianças e vou adotar algumas dicas suas… mesmo que não hajam regras para todas as casas, boas ideias são sempre bem vindas, certo?? Nós tivemos poucos problemas com o sono das crianças… mas eventualmente começam as migrações para nossa cama o que nos deixa frustrados em certas ocasiões… e o que mais me preocupou em suas dicas são 2 itens: primeiro que é sobre o pico de hormônios que se dá entre as 20h e as 22h, eles raramente dormem antes das 21h, e depois que é sobre dormir em um lugar e acordar em outro, já faz algum tempo que ambos só dormem na sala de TV para depois levarmos para os quartos, e essa é uma situação que venho tentando mudar porque é óbvio que não é saudável, mas está bemmm complicado!!! Eles simplesmente não ficam, ou então, levam mais de 2horas para pegarem no sono!!!! E na sala é rapidinho, questão de meia horinhas já estão os 2 dormindo bem!! Se você tiver uma boa dica para mim nesta parte do processo todo, vou ficar bem feliz!!!

    Amei seu blog viu.

    Beijos.
    Ninon
    #amigacomenta.

    • Aqui em casa a “controversa” mamada das 22h deu certo; já pra minha cunhada, só atrapalhou. Consiste em colocar o bebê pra dormir às 20h e, às 22h, pegá-lo no berço para dar de mamar, mesmo dormindo. Mas é como eu disse, cada família é um sistema. Já já o Theo vai encontrar um ritmo bem legal.
      Beijo!

  8. Marúsia, querida, muito legal o seu texto. Adoro ler sobre as técnicas que funcionam na educação do sono às crianças; mas, nessa questão – confesso -, não tenho muita atitude, não. Culpa de quem? Minha, é claro. Basta a Mariana fazer um barulhinho no berço, que lá estou eu prontinha para pegá-la no colo e dar o peito. Eu fiz o mesmo com a Luana até os 2 anos e 5 meses dela, quando parei de amamentar e ela passou a dormir a noite toda. Acho que o jeito vai ser desmamar a Mariana também…
    Beijos, Maria Amélia, a mãe de sono levíssimo.

    • Ei, Amélia, corte a culpa de seu Howaiss, combinado? Exercite ao máximo seu jeito Mamãe de Sono Levíssimo de ser! 😉
      Beijo!

  9. Oi! Muito bom seu texto! Com meu mais velho eu consegui reverter as coisas direitinho, ele dorme que é uma beleza. Mas a caçula é tiro na queda…rs Um dia eu ainda chego lá!

    Beijos
    Tati
    Mulher e Mãe
    #amigacomenta

    • Oi, Tati,
      com mais de um filho a gente vê certinho que não existe regra, né? Tem tanta coisa que funciona tão bem pra um e nadica pra outro…
      Beijo!

  10. Bom, se tem uma coisa que eu não estou apta a dar é dicas sobre o sono….
    Agora que as coisas estão melhorando aqui em casa, mas estão bem longe do ideal!…
    MAs, vou conseguir! rs
    Bjux
    #amigacomenta

    • Oi, Tuka!
      Rotina faz diferença, mesmo… o melhor é que criança adora! Não é à toa, por exemplo, que eles querem que a gente conte a mesma história ou coloque o mesmo filme 500 vezes! Eles curtem saber o que vem depois.
      Beijo!

  11. O que mais gostei deste texto foi a palavra decisão: realmente saber que quero que minha filha durma a noite faz com que eu tome atitudes em busca da minha meta, porque dormir é importante demais. E tem dado certo aqui em casa desde os 3 meses de idade da filhota, tirando os casos de noites ” doentias”…

  12. Oi Marusia, descobri seu site e adorei! O post é antigo mas o tema nunca sai de moda 🙂 Como é chave para muitas famílias, deixo minha experiência aqui também. Com nosso filho, que creio ter um padrão de sono bem na média, não planejamos a cama compartilhada. Mas logo nas primeiras semanas optamos por esse arranjo, muito naturalmente e com os devidos cuidados de segurança. Amamentei exclusivamente até os 6 meses e o bebê acordava umas 3 vezes por noite, o que não me causava grande esforço por ele estar do lado. Agora vem o detalhe: quando decidimos mudar a situação aos 8 meses, não só de sair da nossa cama mas de dormir no quartinho dele, não houve grande dificuldade. Parei de amamentar a noite e meu marido acalentava o bebê de noite, cada vez com menos frequência até que 2 meses depois ele dormia a noite toda.
    Como fizemos essa transição? Por etapas. No começo colocamos ele no berço do ladinho da nossa cama, depois fomos afastando o berço dentro do quarto. Me veio a ideia de que, para ele dormir sozinho, seria mais fácil começar no quarto que ele já conhecia, e assim fomos nós que passamos a dormir no quarto de hóspedes por um tempo. E quando já dormia a noite toda, fizemos a mudança pro quartinho dele. Foi tudo tão bem que com um ano decidimos trocar o berço por uma cama tipo montessori. Espero que esse relato traga alguma inspiração 🙂

    • Olá, Ca,
      Fico feliz de que você tenha gostado, e mais ainda por você ter partilhado sua experiência! Esta é, de fato, uma das razões de ser do blog: constituir um espaço de troca, interação, apoio e informação.
      Continuem tendo bons sonhos em família!
      Obrigada! Beijos!
      Marusia

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