Seu filho como você sempre sonhou

Anúncio do Vitabase - Johnson&Johnson

“Bagunceiro, capeta, sem-vergonha, malandro, impossível. Seu filho como você sempre sonhou.

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Johnson&Johnson

Vitabase. Nunca uma geração teve tanto para crescer forte e saudável.”

 Marusia fala

“Bagunceiro, capeta, sem-vergonha, malandro, impossível. Seu filho como você sempre sonhou.” VOCÊ quem, cara pálida? Alguém já sonhou ter um filho “impossível”?

 Já vi esse mesmo mote em uma campanha de vacinação. Dá a entender que a mãe deve ter uma paciência infinita e agradecer aos céus pela bagunça do filho, sinal de “boa saúde”.

Prefiro fazer a distinção:

“Ser criança + Ser saudável” não é a mesma coisa que “não ter limites”.

Mas diferenciar isso não é fácil. Quantas vezes a criança realmente está só “sendo criança” e brincando com a vivacidade própria da infância, e nós a tolhemos em prol da “boa educação” ou – mais provavelmente – porque estamos cansados demais para acompanhar?

De fato, o título do anúncio do Vitabase não é regra geral, pelo contrário. (Veja o post “Como educar  crianças para a paz”).

Mas como lidar com a agressividade natural da criança?

  1. Reconheça e respeite o sentimento da criança. Por mais que achemos que o motivo não justifique o “acesso de fúria”, não subestime, não ironize nem ridicularize;
  2. Por outro lado, não supervalorize. Esperar acalmar é uma boa alternativa;
  3. Faça a criança perceber que a cada ato dela corresponderá uma consequência.

 Na prática:

Não diga: “Você tá com raivinha?” “Quando casar, sara.” “Ai, que mêda!”

Diga: “Olha, você tem todo o direito do mundo de estar com __________ (raiva, medo, frustração, chateação, ciúme etc). Mas não pode machucar ninguém, nem se machucar.”

Qualquer coisa que ele fizer, terá que assumir:

  • Rabiscou ou rasgou o dever de casa? A criança vai ter que explicar à professora;
  • Quebrou o brinquedo? Não vai ter reposição.

E assim por diante.

Não se iluda: você não vai ficar imune a um novo “acesso”. Vai ter que lidar com isso um milhão de vezes.

Contudo, agindo assim, você ensina que não dá para controlar o sentimento, mas dá para controlar a reação. E também proporciona a você próprio, como pai e mãe, o direito de fazer o mesmo: ficar com raiva, medo, frustração, chateação, ciúme etc.

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