Saúde é coisa séria 21/03/2011
Posted by Marusia in Análise.Tags: Saúde
trackback
Uma regularidade que me chamou a atenção, nas revistas que se dedicam à criação de filhos, foi a abordagem acerca da saúde infantil. Diversas publicações, em diferentes edições, preferiram tratar o tema de uma forma mais “cor-de-rosa”, com eufemismo, como uma brincadeira.
Isso que se mantém, no discurso, é chamado de paráfrase. É o que constitui a memória, a matriz do sentido. Eu quis, então, descobrir como se deu essa construção.
Penso que essa abordagem das revistas se dá por cinco razões:
- Preferência por levar uma mensagem de esperança, de que “vai sarar”;
- Insistência na visão de um mundo perfeito, compatível com o que é apresentado na mídia de forma geral;
- Linha editorial que não permite imagens chocantes ou que desencadeiem algum conflito ético;
- Preservação das crianças.
A única imagem diferente que vi, dentro das revistas que compõem meu “arsenal”, me partiu o coração. Observar aquelas carinhas tão tristinhas (isso porque era uma doença comum, como a gripe) me fez rever a crítica em relação ao modo como as revistas enfocavam o assunto:
Também me fez pensar sobre a dificuldade de encontrar quem se dispusesse a deixar essas fotos registradas. Ora, quem quer eternizar a imagem de um filho logo quando ele está doentinho? Pelo contrário, todos querem suas crianças em seus melhores momentos nos murais:
5. Por último, acredito que a revista realmente não é, nem deve ser, o veículo que vai tratar o assunto da saúde infantil com profundidade. Isso é prerrogativa dos médicos, e a editora não vai querer ultrapassar esse limite.















Comentários»
No comments yet — be the first.