Viajando com crianças. Parte II – As contradições 05/02/2011
Posted by Marusia in Divirta-se!, Marusia fala.Tags: Controle, Crianças, Família, Viagem
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Cena 2 – Pai brigando com o filho na fila de entrada do parque aquático
Quando assisti à cena acima, eu ainda não tinha filhos. Fiquei um tempão pensando na contradição absoluta que aquilo representava: quem vai a um parque pretende se divertir. Pois nem ao menos a diversão começou, o estresse já estava instalado. Pensei na frustração da criança com a impaciência do pai. Pensei na frustração do pai, que planejou o passeio.
Aí, um belo dia eu virei mãe. E me vi, por muitas vezes, em contradições parecidas. O mais importante é ter consciência disso, de preferência no momento em que ocorre. Como diz minha mãe: “Atenção, para não haver tensão”. Repita comigo: “Eu estou de férias. Eu estou de férias. OOOOOOMMMMM…”
Outra coisa válida é passar a contar com certas possibilidades. Não se trata de “antever o pior” ou “sofrer por antecipação”. Trata-se de estar preparado para algumas situações (que, com sorte, até podem não ocorrer! rsrs).
Por experiência própria, enumero algumas coisinhas que nunca achei que pudessem acontecer nos meus planos dourados de “férias perfeitas com as crianças”:
- Brigas entre irmãos. Claro, sempre por motivos muito graves: “Olha, o avião tá descendo!” “Não, tá subindo.” “Não, tá descendo, você não ouviu o piloto falar?” “Subindo.”. “Claro que não, olha a cidade lá embaixo!” “Subindo!” “TÁ DESCENDO!!!!” POU, PLAFT, SOC, TUM! “Ô MÃÃÃÃÃÃÃÃEEEEEE!!!!!” (fato verídico).
- Processos de bobeira. Não acho correto dizer “ataque” ou “acesso” de bobeira. “Acesso” traduziria algo momentâneo, passageiro. Considero mais adequado falar de “processo” de bobeira (“processo”, realmente, lembra mesmo uma coisa beeem demorada). Em suma, são aquelas risadinhas bestas intermináveis, quando você não consegue a atenção deles para nada.
- Teimosia. Principalmente na frente dos outros, porque seus filhos sabem que você hesitará em chamar a atenção.
- Desobediência. Em algumas vezes, a desobediência perigosa, como ir para o fundo do mar ou da piscina.
- Renúncia. Muito do que a cidade ou o hotel oferecer não vai dar para levar as crianças, o que significa que será difícil para você ir. Mesmo coisas inocentezinhas, como curtir uma caminhada na praia.
- Interrupção. As coisas (dentre as que você conseguir fazer) poderão ser interrompidas a qualquer instante. Vai parar para oferecer água, pegar lanche, renovar o protetor solar, encher boia, enrolar na toalha e assim por diante. Ainda tem a CLÁSSICA: você fez o prato de todo mundo, cortou a carne, colocou suco e quando finalmente dá sua primeira garfada… “Mãe!!! Quero fazer cocô!!!”
- Improviso. Não espere reproduzir no hotel o conforto e a estrutura que você tem em casa. Isso é ilusão. Aliás, se você quer um lugar igual à sua casa, bem… fique em casa. Sair e viajar pressupõe mudar os ares, espairecer… e improvisar. Faz parte do pacote.
- Impaciência. Deles. Ouvir milhões de vezes: “Tá chegando???” “Não quero passar protetor solaaaaaar!” Ou, no auge do bem-bom, quando você finalmente achava que estava chegando ao nirvana do verão: “Ai, tá tão chato, quando a gente vai voltar?”
Aviso aos navegantes: O fato de saber disso tudo ajuda. Mas “não nos responsabilizamos por estresses posteriores”.
Via de regra…
Saímos de um restaurante alimentados.
Saímos de uma escola ensinados.
Saímos de uma academia malhados.
De um parque de diversão, temos que sair “divertidos”, né não? kkkkkk
Site visitado: http://www.familycircus.com/
Veja também:
Viajando com crianças. Parte I – A mala
Viajando com crianças. Parte III – O clubinho
Viajando com crianças. Parte IV – Os senões
Viajando com crianças. Parte V – A alegria
Toda a série Viajando com crianças





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